RESILIÊNCIA AO INCÊNDIO RURAL-FLORESTAL (Caderno de Campo)
1. Prioridades de Implementação
- Mapear exactamente a parcela (GPS simples)
- e traçar curvas de nível.
- Construir ou instalar depósito técnico (cisterna 3–5 m³) junto à entrada.
- Abrir caminhos de acesso (3,5–4 m) e
- e preparar pontos para bombas.
- Escavar e estruturar charca
- no ponto baixo identificado.
- Instalar primeiras faixas tampão
- (limpeza, plantação de carvalhos em linha, semeio de trevo).
- Adquirir ferramentas e bomba portátil
- e treinar equipa local.
- Iniciar viveiro para plantas nativas locais
- e pilotar primeira fase de plantações no inverno seguinte.
- e pilotar primeira fase de plantações no inverno seguinte.
2. Boas Práticas de Edificação
Quando iniciar a construção:
- Localizar construção
- preferencialmente na Zona 1 (cota alta, bom acesso).
- Materiais:
- paredes e telhado não combustíveis;
- lacunas e entradas impermeáveis a brasas.
- Protecção perimétrica:
- área defensável 10–30 m dependendo do grau de risco;
- presença de sprinklers alimentados pelo reservatório.
- Ponto de reunião e mapa de emergência
- visível junto à entrada.
- visível junto à entrada.
3. Resumo Executiva (rápido)
Local do Terreno Agricola: Carregal
- Área:
- ~3 ha (Vila Soeiro do Chão, Fornos de Algodres)
- Topografia:
- declive predominantemente ≤ 10% com tramos até 25%
- Sistema hídrico:
- charca natural + reservatório/tanque (cisterna) +
- possibilidade de furo/poço +
- captação de água da chuva
- Estratégia anti-incêndio:
- mosaico com fuelbreaks em curvas de nível,
- faixas tampão defensáveis,
- espaçamento entre-linhas aumentado,
- poda de “ladder fuels”,
- charca como ilha húmida,
- depósitos de água com bocas standard,
- caminhos de acesso (min. 3,5–4 m)
- Uso produtivo:
- agrofloresta na variedade de bosque de alimentos misto
- (frutos secos + frutos do bosque + hortícolas + apicultura + cogumelos)
- agrofloresta na variedade de bosque de alimentos misto
- Animais:
- rotação móvel com galinhas, patos, ovinos e,
- pontualmente, suídeos em parcelas controladas
- Horizonte de implantação:
- 0–5 anos (fase pioneira → intermédia → clímax)
- 0–5 anos (fase pioneira → intermédia → clímax)
4. Mapa Síntese Conceptual
Inserir este mapa logo após o Capítulo 4 do Caderno de Campo.
Parcelar em curvas de nível. Orientação oeste. Divisão proposta (de cima para baixo/sul para norte, conforme inclinação):
- Zona 0 (cota mais alta, proximidade de acesso):
- ponto de entrada, área de preparação de mudas / viveiro temporário, local de armazenamento de ferramentas. Deve ter faixa tampão defensável 8–12 m na sua frente (lado exposto ao barroco de incêndio).
- Zona 1 (junto à entrada/área de serviço):
- hortas intensivas, viveiro, depósito técnico (cisterna/ponte de enchimento).
- Aqui instalar depósito técnico enterrado ou semienterrado (capacidade 3–5 m³ mínimo), ligação a sistema de bombas.
- hortas intensivas, viveiro, depósito técnico (cisterna/ponte de enchimento).
- Faixa tampão A (contínua):
- na transição entre Zona 1 e Zona 2 — largura 6–10 m, vegetação de baixa massa combustível (trevo cortado, caminho tampão) e árvores folhosas espaçadas (carvalho-pyrenaica em 8–10 m). Localizada em curva de nível.
- Zona 2 (frutíferas e arbustivas):
- linhas de contorno com fruteiras (macieira, pereira, avelaneira) intercaladas com arbustos (sabugueiro, rubus) e cobertura de trevo/luzerna.
- Espaçamento entre linhas 6 m em zonas ≤10% degr. Nos trechos até 25% aumentar espaçamento a 8–10 m.
- Faixa tampão B (interna):
- fuelbreaks 3–6 m entre blocos de produção, feitas curvas de nível com pastagem curta e caminhos de manutenção.
- Zona 3 (bosque produtivo):
- blocos com árvores de longo prazo (castanheiro híbrido, nogueira, sobreiro/azinheira e carvalho), organizadas em ilhas (patches) separadas por fuelbreaks.
- Espaçamento entre árvores grandes 8–12 m; entre blocos intercalar pastagens/trevo.
- Zona 4 (pastoreio rotativo):
- áreas para rotação animal (galinhas, patos, ovinos) com cercas móveis; uso temporário para redução de combustível antes da estação seca.
- Zona 5 (parte mais baixa):
- charca natural em ponto de acumulação, com salgueiros/amieiros na margem, juncos e plantas aquáticas. Funciona como “ilha húmida” e refúgio.
- A charca tem ligação a canaletas de captação das linhas de contorno.
Caminhos de acesso:
- largura mínima 3,5–4 m, curvas de nível, pontos de viragem com raio ≥ 10 m;
- prever localização de bombas e mangueiras ao longo da via.
5. Calendário Resumido – Implantação (05 anos)
Ano 0 (preparação)
- Mapeamento final,
- traço de curvas de nível,
- limpeza seletiva,
- construção de valas/bermas,
- abertura de caminhos,
- montagem de cisterna temporária,
- abertura do local da charca.
Ano 1 (pioneiras e infraestruturas)
- Plantação de espécies pioneiras e fixadoras (giesta controlada em zonas onde já está), l
- inhas de carvalho e avelaneira nas faixas tampão;
- construção da charca;
- instalação de depósito técnico e bomba.
Ano 2 (introdução produtiva)
- Plantação de frutíferas (macieiras, pereiras, cerejeiras), arbustos produtivos;
- estabelecimento de cobertura de trevo e luzerna;
- instalação de galinheiro móvel.
Ano 3 (bosque e densificação)
- Plantação de castanheiros e nogueiras nas ilhas escolhidas;
- densificação de sobreiro/azinheira;
- primeiros paddocks com ovinos;
- testes de furo/poço.
Ano 4–5 (consolidação)
- Densificação adicional,
- podas estruturais,
- integração regular dos animais em rotação,
- avaliação de necessidade de ampliação de depósitos,
- revisão do sistema anti-incêndio.
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Auto-SUFICIÊNCIA (Resiliência ao Incêndio Rural-Florestal)
